Polvos de crochê e sua papel na ajuda de bebês prematuros

Uso do polvo de crochê: como ele ajuda bebês prematuros?

Você sabia que o uso de polvo de pelúcia ou crochê pode ajudar no desenvolvimento de bebês prematuros? No post de hoje, vamos explicar como isso acontece e detalhar a iniciativa, abordando seu surgimento e aplicações recentes. Acompanhe!

Como tudo começou?

Criado na Dinamarca em 2013, o Octo Project (Projeto Polvo, em tradução livre) foi proposto por um grupo de voluntários para auxiliar recém-nascidos prematuros a se sentirem seguros e confortáveis em incubadoras das maternidades.

O que inicialmente pareceu uma ideia muito simples acabou trazendo resultados surpreendentes: os médicos do Hospital Universitário de Aarhus registraram aumento de oxigênio no sangue e melhorias nos sistemas cardíaco e respiratório dos bebês observados que ganharam uma companhia de oito tentáculos.

Como os polvos auxiliam os bebês prematuros?

O motivo para o resultado positivo é relação de semelhança entre o tentáculo e o cordão umbilical, fazendo com que os recém-nascidos lembrem do período em que estavam no útero e, por isso, sintam-se mais seguros e confortáveis.

Para a criação do polvo com essa finalidade, a recomendação é que o material utilizado seja 100% algodão e os tentáculos não ultrapassem 22 centímetros.

Nesses quatro anos, a ideia se espalhou ao redor do mundo, chegando inclusive ao Brasil. O nosso Ministério da Saúde publicou a nota técnica 08/2017, em abril deste ano, afirmando que a utilização dos polvos de forma lúdica pode auxiliar na recuperação de bebês prematuros internados.

Há algumas histórias de sucesso?

Foram muitos relatos de êxito e também inúmeras fotos nas redes sociais de bebês fofos abraçados com seu polvo amigo. Você já deve ter se deparado com alguma, embora talvez não conhecesse os benefícios para a saúde dos pequenos.

A equipe neonatal do Hospital Poole, em Dorset, na Inglaterra, resolveu comprar a ideia e presentear seus pequenos pacientes com um octo. Kat Smith, mãe de gêmeas prematuras — nascidas com apenas 28 semanas —, relatou que o contato com o polvo possibilitou a sensação de segurança em suas filhas. Hoje em dia, as crianças estão muito bem.

Outro caso de sucesso aconteceu com a empresária brasileira Kika Duarte, que deu à luz um menino prematuro com 27 semanas. A mãe disse que o bebê evoluiu com a tranquilidade fornecida pelo bichinho, fazendo com que o impulso de arrancar os fios a que estava conectado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) diminuísse.

Além do uso em prematuros com fins de recuperação, uma dica é utilizar o polvo ou outros objetos também com crianças que nasceram no tempo normal. Sentir segurança e conforto são sensações benéficas a todos, não é mesmo?

A naninha, por exemplo, ajuda os bebês a suprirem o sentimento de angústia, solidão ou tristeza na ausência dos pais. Seja para o seu filho, para presentear as crianças de sua família e de seus amigos ou ainda ser o mimo para os papais e as mamães de uma empresa, ela é uma boa ideia. O polvo de pelúcia/crochê e a naninha são lembranças que unem criatividade e bem-estar.

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